quarta-feira, 28 de julho de 2010

Mudanças.

Eu tinha mil ideias de assuntos para postar, temas importantes, sobre o mundo, sobre a sociedade, mas pensei: Por que não falar sobre meu mundo? Sobre como me sinto? Pode soar egoísta, porém também gosto de atenção.

Ultimamente tenho praticado o auto-conhecimento em contato com o mundo. Complexo entender, mas é mais ou menos isso. Quem me conhece sabe que sou o tipo de pessoa que não se importa com nada que digam ou pensem a meu respeito e gosto de ser assim, deve ser por isso que nessas férias consegui me conhecer tão bem, pois exercitei o que sempre faço com os outros comigo mesma. Gosto de observar o comportamento humano - da forma que falo, até parece que sou uma alienígena numa expedição. A forma como este ser peculiar age, fala, pensa,... Tudo me encanta com certo desencanto. É o que sempre penso quando reflito sobre nossa espécie: "Como somos tão encantados e desencantamos tanto?" Seja como for, isto não vem ao caso agora.

Voltando para meu momento egocentrico... Tenho me conhecido, compreendendo melhor meu corpo e minha mente. Parte disto se deve ao Hatha Yoga e a outra parte à minha falta do que fazer na maior parte do tempo. Indo direto ao ponto, a questão é: O que eu encontrei ao me observar? Descobri que sou uma pessoa que pensa saber demais. Exato. Sempre acredito que sei tudo e conheço todos, pois sempre os observo. Sou uma conselheira nata, mesmo nunca tendo passado pela situação e isto não é prejudicial, exceto pelo fato que acabo acreditando estar certa. Tudo bem, que na maioria dos casos estou, porém preciso admitir que posso errar. Preciso aprender a ser mais humilde e aceitar que ainda tem um mundo a ser descoberto. Um mundo que nunca conhecerei por inteiro.

Estudando-me percebi meus vícios. Logo eu que sempre neguei qualquer vício, tinha alguns! Um vício idiota, a gula. Comer por comer, por ansiedade ou falta do que fazer, era o pior. Isso mesmo, era. O yoga trouxe um equilíbrio desconhecido, que como sempre, eu pensava ter. A pressa também era meu vício, talvez um dos piores. Para tudo tinha pressa, tudo na hora e no meu tempo. Tendo que respirar tantas vezes com tempo marcado de 10 por 12 segundos acabamos perdendo o "desespero". Ahh... Não posso esquecer de minha prepotência. Julgando-me melhor em alguns quesitos que outras pessoas. Ô falta de humildade. Particularmente, sei que sou melhor em algumas coisas e pior em outras. Consigo reconhecer isto. Só não aceito que isso me torne inferior, como também não posso me enxergar com superioridade.

Após longo ato de reflexão exaustivo... Ok. Eu precisava escrever isso, só não sei porquê. Depois de alguns dias nesse clima de mosteiro budista posso dizer que muito aprendi comigo mesma e muito tenho a aprender. Sempre em evolução. Sempre em conhecimento. Ah, antes preciso reconhecer que algumas pessoas foram responsáveis por esta mudança no meu ponto de vista, em especial uma - não quero citar nomes. Fica uma questão para vocês: Como alguém que já fez quase tudo nessa vida em tão pouca idade não se vangloria por seus feitos? Talvez esta pergunta seja de fácil resposta, e é. Mas para mim, que sempre fui esnobe em alguns aspectos, esta postura é admirável.

- Carolina Aquino.

Ps.: Não fiz este post num momento depressivo rebelando-me contra minha própria conduta. Pelo contrário, só explicitei como podemos mudar e como aceito minha mudança - ainda que eu pense que admitir estar mudando e expor isto seja uma forma de prepotência também. Agora, para finalizar à moda antiga: Continuo a mesma Carolina Aquino, que nunca dá o braço a torcer e sempre finca o pé quando está com a razão, só que numa versão mais "humana".

Um comentário:

  1. poderia ser mais incisiva consigo mesmo....mas ficou bom

    obs:Esqueceu de falar que é possessiva também

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